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Parque Anhembi
1968, São Paulo
Paisagismo: Roberto Burle Marx (realizado parcialmente)
Colaboradores: Haruyoshi Ono, José Waldemar Tabacow
Arquitetura: Jorge Wilheim, Miguel Juliano e Silva, Massimo Fiocchi
O Parque Anhembi é concebido como um centro modernista de feiras e exposições, incluindo um pavilhão de exposições, um centro de convenções e um hotel. Burle Marx projeta a área ao redor, que se divide em duas zonas. Uma delas, situada entre o centro de convenções e o hotel, é marcada por formas geométricas rígidas, com um espelho d’água, canteiros retangulares e um calçamento em padrão geométrico, que retoma as linhas dos edifícios e as conecta entre si. Já que a praça central é uma zona muito frequentada e utilizada para eventos, os contratantes estipulam a criação de uma ampla área livre nesse setor. A segunda zona, ao lado da praça, tem um arranjo mais livre e uma vegetação mais densa. O plano original inclui, dentro do espelho d’água oval, esculturas de concreto de até oito metros de altura que podem ser percorridas.
Apenas parte do projeto do parque é executada, sobretudo a área entre os prédios. As ilhas com as esculturas, ligadas por caminhos, não são realizadas. No entanto, elas ganham vida nas representações visuais desenhadas por Burle Marx.