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Parque do Flamengo
1960–1963, Rio de Janeiro
Paisagismo: Roberto Burle Marx
Colaboradores: Maurício Monte, Júlio César Pessolani Zavala, Fernando Tábora, John Stoddart
Coordenação: Maria Carlota de Macedo Soares
Arquitetura: Affonso Eduardo Reidy
O Parque do Flamengo foi construído sobre uma área aterrada de 120 hectares às margens da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. O aterro destinava-se a promover melhorias na infraestrutura, sobretudo quanto ao fluxo do tráfego, mas também servir como espaço de lazer para a população local.
O projeto de Burle Marx e sua equipe inclui, entre outros elementos, um porto, quadras esportivas, áreas de lazer e piquenique, playgrounds e um restaurante. Um restaurante com aquário, projetado no fim da década de 1960, não chega a ser realizado. A área em torno do Museu de Arte Moderna, que Burle Marx desenhou já em 1956, é incorporada ao parque. Duas vias expressas dividem o parque em três faixas. Na faixa voltada para a cidade, são criados estacionamentos, quadras esportivas e playgrounds. A faixa central entre as pistas é concebida como uma paisagem verde voltada para a perspectiva dos carros passando. A faixa ao longo da baía compreende áreas de lazer e a praia. A ligação entre a cidade e a praia é garantida por pontes e passagens subterrâneas para pedestres e ciclistas. Burle Marx apreciou a oportunidade de, com a criação do parque, contribuir para a qualidade de vida dos moradores do Rio de Janeiro. Questões sociais e urbanísticas são de grande importância para ele.
O solo salino do aterro, a maresia e a própria escala do projeto são grandes desafios para o plantio. Burle Marx faz experimentos com plantas nativas, mas também de outras regiões do mundo. As obras de plantio do parque, com mais de 240 espécies e cerca de 17 mil plantas, estendem-se por quinze anos.