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Banco Safra

1983, São Paulo
Paisagismo: Roberto Burle Marx
Colaboradores: Haruyoshi Ono, Luis Cancio
Arquitetura: Maurício Kogan, Carlos Villar

Burle Marx e seu escritório desenvolvem projetos para diversas sedes de empresas em São Paulo e no Rio de Janeiro. A sede do Banco Safra na avenida Paulista, uma das principais artérias do trânsito de São Paulo, é um exemplo disso. Como fez quarenta anos antes para o Ministério da Educação e Saúde, também aqui ele cria um jardim de cobertura numa parte mais baixa do prédio, que pode ser observado dos andares de cima. As várias cores de pedras utilizadas dialogam com a fachada de granito vermelho e os vidros escurecidos do edifício. O plantio é limitado a vasos menores. O verde das plantas e suas flores coloridas criam destaques cromáticos e espaciais na composição do piso, dominada por tons quentes.

Burle Marx também desenha um relevo em concreto e um piso de granito para o saguão de entrada. Murais em concreto já figuram em suas criações desde a década de 1950. O monumental relevo em concreto para a sede do Banco Safra é um ponto alto do seu trabalho com esse meio. Embora sem dúvida influenciado pela arte concreta, ele desenvolve, com suas formas orgânicas, um estilo próprio, inspirado na natureza. Essas formas são complementadas por um piso de granito policromo, que segue uma rigorosa malha geométrica.

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