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Residência Alfred de Schulthess

1956, Havana
Hoje: Casa de Schulthess
Paisagismo: Roberto Burle Marx
Arquitetura: Richard Neutra

Em 1955, o arquiteto Richard Neutra, estadunidense de origem austríaca, convida Burle Marx a projetar o jardim da residência de Alfred de Schulthess na capital cubana. Neutra viu em Burle Marx um paisagista de enorme importância e destacou para Schulthess sua incomparável originalidade.

Como no jardim criado para Edmundo Cavanellas, Burle Marx contrasta aqui formas orgânicas com uma malha ortogonal. Duas variedades de grama de tonalidades diferentes formam duas grandes superfícies entre os canteiros retangulares e o caminho que circunda o jardim ao longo do limite do terreno. Schulthess faz exigências especiais quanto ao plantio do jardim: já que ele só passa os meses de outubro a maio em Havana, devem ser utilizadas plantas que floresçam nesse período. Além disso, o jardim deve encobrir a vista das casas vizinhas e ser de fácil manutenção. No fim, Schulthess acha trabalhosa demais a aquisição e manutenção das plantas escolhidas por Burle Marx, e o projeto é alterado sem consultar o paisagista. Em uma carta, Burle Marx expressa sua insatisfação: “Uma planta não é interessante só quando floresce, mas também por sua folhagem, suas propriedades esculturais, seus volumes e contrastes. Um jardim é uma sucessão de harmonias feitas de cores, formas e volumes, que não devem ser rompidas. Uma planta isolada é diferente dessa mesma planta num grupo ou em contraste com outros elementos do jardim.”

Hoje chamada Casa de Schulthess, a propriedade é utilizada desde 1968 como residência da Embaixada da Suíça em Cuba. Após uma fase em que, a pedido dos novos moradores, foram plantadas espécies comuns na Suíça, nos últimos anos tem havido esforços de se reaproximar do conceito original de Burle Marx. 

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