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Cenografia e figurino 

Já na infância, Roberto Burle Marx tem seu primeiro contato com o mundo do teatro, da ópera e do balé. Após assistir a inúmeras apresentações, em 1950 ele estreia como cenógrafo de teatro, com um trabalho para a montagem da peça em três atos As águas, que entra em cartaz no Teatro Fênix, no Rio de Janeiro. A partir daí, recebe muitas outras solicitações. Em 1954, participa da elaboração da cenografia para o balé Petrushka, do compositor russo Ígor Stravinski. O balé é apresentado em dezembro de 1954 no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e, um ano depois, em São Paulo. Desse trabalho, foram preservados esboços de cenografia em guache sobre papel, os desenhos de alguns personagens e parte dos figurinos originais, alguns dos quais estão expostos aqui. Em 1956, Burle Marx vence o concurso anual para a decoração do baile de carnaval do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Sua cenografia intitulada Fantasia de carnaval é explicitamente moderna e abstrata, lembrando um circo. Devido à originalidade e ao forte impacto visual, o projeto é selecionado. Penduradas no teto, figuras geométricas de papel em cores alegres criam um ambiente exuberante. Posteriormente, ele realiza outras cenografias para óperas e apresentações de teatro e balé.

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